sábado, 5 de novembro de 2011

Artigo de opinião

Coisas sobrenaturais

Isso sim é algo sem explicações. A ciência já até tentou, mais nunca conseguiu explicar todas as coisas sobrenaturais que ocorrem entrem os seres humanos. Claro que muitas vezes deixamos a imaginação fluir, e muitas coisas são modificadas, seres imaginários surgem. Mais como afirmar que não existem seres paranormais? Coisas inexplicáveis realmente acontecem, seja lá como for.

Há pouco tempo descobrir que a ciência tem varias teorias para diversos seres paranormais. Os vampiros por exemplo dizem estar associados ao desconhecimento de certas patologias. Uma raiva furiosa que atinge mais os homens, afetando a expreção facial, causando reijeção a luz e aumentando o desejo por sexo. Outras tantas explicações para outros seres são apresentadas, e algumas realmente devem ser levadas em concideração.

O verdadeiro absurso não é procurar por explicações, a ingnorancia é querer afirmar que não existe nada alem dos “seres vivos”. Como não acreditar na magia e no poder em um mundo onde não se pode explicar a criação da maior magia de todos os tempos, a vida. Nem as mais complexas das religiões conssegem explicar ao pé da letra o surgimento da vida no mundo. E a ciência com as diversas teorias, não chega nem perto de ser unanimidade.

A imaginação está sempre presente em contos. Mais acredito que para montar historias expetaculares, precisa de muita verdade, pois as mentiras uma hora acaba. Um grande exemplo é as historias de Harry Potter. Cheias de imaginação e seres de diversas lendas. O que realmente me intriga é se realmente a escritora J.k. Rowling tirou tudo aquilo da sua cabecinha. Acho realmente muito dificil isso ter acontecido. Acredito mesmo que ela já tem vivenciado realidades paranormais das quais enfeitadas renderan-lhe muito dinheiro.

Acredito mesmo que seria impossivel se criar tantas coisas em uma pequena viajem de trem. Por esse motivo ela usa diversas lendas já existentes como: Bruxos, duendes, fantasmas, unicornios, hipogrifos, fenix e outros tantos seres lendarios. Claro que ai vem o dom fantastico da escritora, dando seu toque de imaginação e criando sua historia. A duvida na verdade é se realemnte tudo aquilo dos livro de Herry Potter é mesmo mentiras criadas para um publico inocente.

Aparecerão criticos de todos os lados me sensurando por estas ultimas afirmações, me chamando de maluco por acreditar em historias de criança. O que realmente não vai me incomodar, pois não conssegirão explicar as anomalias que acorrem no dia a dia. Até mesmo estes criticos terão medo de ir a um cemiterio isolado depois da meia noite. Por que será que isso acontece? Sera mesmo que por um simples fato de ter ouvido historinhas quando criança? Por que todos nós temos sençações estranhas em situações como essas?

Bom caros amigos, a realidade é que um lado meu não quer acreditar em nada, absolutamente em nada, o outro porem prefere duvidar. Sei que muitas coisas inesplicaveis existem, e como são ainda enesplicaveis, ficamos na duvida e debatemos. Mais tenho certeza de que nesse mato tem coelho, e que jamais o homem seria capaz de iventar tantas mentiras e mitos sem um toque de realidade.

domingo, 4 de setembro de 2011

Eitá sô... Cadê a chuva?


Mais cadê a danada da chuva margarida? Era assim que seu Esnorfio costumava falar logo cedinho quando levantava. Saia sempre na varanda da casa e olhava em direção da plantação que aclamava por água imediatamente. Apesar de cedinho o sol já batia forte, mais pelo costume isso dificilmente incomodava Esnorfio.

Depois de analisar delicadamente o céu nas primeiras horas do clarear do dia, seu Esnorfio sempre questionava com a mulher onde estava a danada da chuva. Era de costume decorar a data em que se chovia no sertão, mais esse ano o atraso era grande e seu Esnorfio parecia preocupado. Foi pra roça e passou o dia ronçando plantas daninhas, olhando de vez em quando para o céu, a procura de alguma nuvem que prometesse descarregar água sobre sua plantação.

Mais tarde em casa, ja a noite, seu Esnorfio se inclina na mesa para a ultima refeição do dia, como de costume, faz uma pequena oração com sua esposa e seus quatro filhos, e não se esquece de pedir a Deus a tão esperada chuva. Depois de mandar os filhos ir para a cama, seu Esnorfio da uma ultima saída na varanda, olha para o céu, o ar gelado, muito frio, a temperatura havia caido drasticamnte, fazia realmente um frio dos diabos. Muito experiente, Esnorfio percebe que não existe boas promessas de chuvas para o dia seguinte e entra em casa preocupado.

No outro dia cedinho, as mesmas cenas dos dias anteriores se repetem, porem é perceptível que Esnorfio parece mais triste e mais preocupado. O café da manha é reduzido pois precisa economizar, aquela quantia não duraria nem para mais dois dias. Já a noite, seu Esnorfio se recusa sair na varanda, vai deitar-se mais cedo, mais não consegue dormir.

Mais tarde naquela mesma noite, um barulho no telhado lhe chama atenção, o barulho começa aumentar pausadamente, interrompido por um barulho ensurdecedor que estronda e corta o silêncio da noite. Aquilo era um trovão, de um pulo Esnorfio sai da cama, toda a família acorda e aprecia a chuva que aumenta rapidamente formando um aguaceiro danado.

A chuva continua aumentando sem parar, as janelas já não suportam a quantidade de água que é escorrida pelas paredes e começa a jorrar água janela a dentro, o telhado também não suporta mais a grande quantidade de água, que brota por todos os lados. Algumas pedras de gelo pequenas começam a “voar” para dentro de casa. Uma chuva de pequenos granizos se forma e começa a quebrar partes do telhado. Desesperado pela tamanha surpresa, Esnorfio carrega sua família para debaixo da mesa, onde ficam por mais de 1h até a chuva acabar.

Passado a chuva, o silencio é cortado por cantos de sapos de todos os tipos, formando melodias diversificadas, com acompanhamentos de cantos de outras espécies. Todos saem na varanda para verificar o que realmente acontecera. Água para todos os lados, e não se via o chão facilmente em lugar nenhum. A chuva passará mais as enxurradas ainda desciam, no plano águas como um lago imenso. Lá na frente estava a plantação de Esnorfio completamente alagada, pouca coisa seria recuperada, mais Esnorfio da uma grande gargalhada que contagia toda a família, poderia plantar novamente, e agora teria bastante água no solo e nas redondezas.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior


Este conto é uma homenagem a todos os nordestinos que sofrem com a estiagem, e mesmo assim, é um povo guerreiro, que não se abate e está sempre pronto para a "batalha".

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Andarilhos


Em pleno sol quente dos diabos, lá ia seu Frederico com sua família, sua mulher com os cabelos enrolados e embolados, arrepiados e claramente sujos. Seus dois filhos cabisbaixos, roupas rasgadas, a pele escura do sol, uma casca grosa havia se formado na pele. Era dessa forma que todos caminhavam ninguém conversava, apenas se entreolhavam de vez em quando, e caminhavam quase sempre cabisbaixo.

A noite chegou rápido, parecia mais confortável caminhar sem ter aquele sol dos demônios na cabeça, como se fosse capaz de explodir uma cabeça ou queimar vivo um ser humano. A família de seu Frederico passou uma cerca, do outro lado uma plantação de melancias, seu Frederico foi na frente, mandou todos esperar, abaixou, começou a trabalhar em função de retirar a melancia. Em pouco tempo estava com quatro grandes melancias selecionadas entre varias que estavam no local.

Fazendo um sinal com as mãos, a família de Frederico veio ajudar a carregar as melancias. Foi então que eles escutaram latidos de um cachorro vindo em sua direção, o cachorro descobre através de algumas moitas e vem em disparada na direção de Frederico, o homem tentando se defender gira o corpo de lado e com um galho na mão tenta espantar o bichano. Uma voz corta a barulheira da família de Frederico. MÃOS AO AUTO. Grita uma voz causando silencio repentino e Frederico obedece a ordem imediatamente soltando a melancia no chão pois o homem estava armado.

Soltando diversos palavrões o homem armado parecia possuído, chingava Frederico de ladrão e vagabundo, e ameaçava atirar todo instante. Desesperado e constrangido Frederico pede misericórdia, alegando que estava faminto e morto de sede, mas o homem não queria explicação e não aceitava justificativas. Mesmo assim Frederico ainda pedia uma melancia para sua família e depois poderia até atirar nele pois ele pouco importava.

O homem analisa por algum momento, e da ordem para pegar as melancias e sair dali imediatamente, antes que ele mude de idéia. Rapidamente Frederico e sua família pegam tudo o que pode levar, e sai sem se despedir, novamente caminhando cabisbaixos. Ao chegar à beirada da estrada se sentam todos e colocam as melancias no chão, em minutos só restaram caroços e até mesmo algumas cascas haviam sido introduzidas goela abaixo. Novamente todos pegam a estrada, e de longe o homem armado vê a família desaparecer na curva da estrada.


Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 7 de agosto de 2011

Ser pobre ou ser rico?

Um homem muito rico, e muito cristão, possuía tudo que queria, e vivia muito feliz em uma mansão em uma zona sul da capital carioca. O homem possuía, uma família de 2 filhos e uma mulher muito bonita e simpática. Possuía muitos amigos e saia freqüentemente para festejar com todos eles. Era sempre muito sortudo, e reconhecia que sua vida era fantástica, por esse motivo, agradecia a Deus todos os dias em suas orações.

O homem por levar uma vida notoriamente boa, possuía uma quantidade significativa de invejosos e observadores que não perdiam oportunidades de comentários maliciosos ou uma simples chance de fiscalizar algum detalhe da sua vida. Mesmo assim, o homem rico procurava ignorar, e dava sempre pouca importância.

Dias mais tarde, uma doença sem cura e altamente contagiosa atacou e matou seus 2 filhos, o homem ficou muito desesperado e chorou durante dias, perguntando a deus, por que ele havia permitido tamanha desgraça. Porem dias mais tarde o homem que era dotado de muita fé, começava a se recuperar da perda dos filhos, mais uma nova desgraça arrancou dele quase todo o dinheiro que possuía, deixando apenas com a roupa do corpo, uma pequena casa e poucos utensílios.

Vendo que o homem estava completamente pobre, a mulher foi embora em uma noite sem lhe dizer uma palavra. Seus amigos aos poucos sumiram tudo sem ao menos dar noticia do sumiço repentino. O homem mesmo sem nada, mantinha sua fé e mostrava que mesmo sem nada, possuía bom caráter. E fazendo uma análise de sua vida, percebeu que vivia rodeado de pessoas de mau caráter e aproveitadoras.

Dias mais tarde, o homem pobre se adaptou bem ao novo estilo de vida, e conseguia viver tranquilamente levando uma vida normal. Conseguiu fazer novos amigos, arrumou uma nova mulher com quem teve 5 filhos. Foi assim que dias mais tarde o homem conheceu o outro lado da realidade e percebeu que vivia em total enganação, sendo manipulado e carregado pelo mundo do desconhecido.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Poema

Algumas pessoas que visitaram o blog, me pediram para fazer um poema. Não é meu forte, e não ando com muito tempo para poemas. De qualquer forma fiz um que segue logo abaixo, em breve poderei estar postando mais algum. Espero que agrade, Vlw galera e até a próxima postagem.

Liberdade


Quando dessa vida eu partir

Não serei mais um escravo da opressão,

Terei liberdade sem fim

E viverei sem angustia ou solidão.


Não consigo enxergar a liberdade conquistada,

A independência da minha pátria,

A vida digna de um homem livre,

E morro sem ar, sem conseguir respirar.


Vivo sem fé e sem auto estima,

Sempre quero ser mais “belo”, e nunca serei o suficiente,

O diferente é feio e o feio é excluído

E eu já sem alma, caio por terra.


O dinheiro corrompe o mundo e me destrói,

Sem ele eu não vivo, e com ele sou um escravo do capitalismo.

Sou obrigado a ter o que não preciso

E agora possuído, me transformo e me desconheço.


Vivo sem domínio, sem controle, sem saída.

Palavras desconhecidas fui obrigado a conhecer,

Conhecimentos me fizeram inteligente,

Mais sem sabedoria, vivo como um louco cientista equivocado.


Com uma lagrima nos olhos,

Lembro da vida dos meus antepassados.

Sem lavagem cerebral, sem medo, sem domínio,

E já sem esperança de gozar teus amores, sinto-me falecer.


Não vejo a hora de partir do mundo dos esquecidos,

De deixar a prisão de mentes.

Não serei mais um escravo do diabo,

E já orgulhoso sorrirei para a vida.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Terra encantada


Eu morava em lugar distante, muito distante, longe de qualquer civilização, não tínhamos contato com nada que não fosse natural. A casinha era cercada por arvores frutíferas de todos os tipos, que alem de seus frutos deliciosos, dava uma sombra sem fim em dias de calor. Um rio passava abaixo, deixando o lugar lindo e refrescante, varias vezes havia tomado banho ou pescado com apenas uma lança, pois não sabíamos que existia vara de pescar. Dessa forma a pesca era uma aventura sem fim, e nunca era pescado em grandes quantidades, pois era difícil.

No pomar as aves cantavam como se fosse um enorme criatório de aves, os cavalos eram os nossos transportes, bonitos e valentes, muitas vezes riamos por horas quando alguém ia ao chão pela suas rebeldias. Apostávamos corridas de cavalos em um corredor de areia, ficávamos horas e horas. Plantávamos muito, era o nosso maior sustento, ajudávamos nosso pai todos os dias a plantar, colher e regar a plantação. Tinha um cercado para prender os animais e ao lado um pequeno lago cheio de garças e outras espécies de aves.

Dávamos alimento aos porcos, que esfomeados corriam jogando lama para todos os lados, o que fazia com que saíssemos correndo desesperados para não se melar, as risadas era total. Eu tinha oito irmãos, coisa que não se vê fácil nos dias de hoje, e com eles, com cada um deles passei momentos especiais da minha vida. Sempre estavamos em pelo menos dois, e quase sempre competíamos e brincavam mesmo em tarefas diárias.

Já cedinho ouvíamos nosso pai gritando com a boiada, acordávamos rápido, tirávamos leite das vacas, montava os bezerros que pulavam até jogarmos pelo chão. Na cozinha tinha um forno de lenha, que fazia a comida mais gostosa e sadia do mundo. Para reabastecer a água da casa, carregávamos em alguns jegue que possuíamos algumas formas de madeira esculpidas a mão, os quais enchíamos de água.

Tínhamos um cachorro chamado bolinha, ele era bem gordinho, um amigos fiel, sempre estava com um dos 9 filhos de Antonio. Minha mãe lavava as vestes na beirada de um rio, vestes feitas de couro, muito confortáveis e leves. Em tempos quentes, tínhamos peles de animais, que nos esquentávamos. Criávamos uma grande quantidade de galinhas, que colocavam ovos espalhados todos os dias, íamos caçar onde estavam, e depois jogávamos um punhado de milho, e as galinhas se juntavam tudo ao redor do milho, chegando a subir uma nas outras, as gargalhadas nunca faltavam de quem apreciava.

Catávamos licuri e quebrávamos, as vezes cozinhávamos, e tudo era muito gostoso, subíamos em pés de coco, banana, umbu, ciriguela, banana, mamão, manga, abacate e muitos outros. Possuímos poucos vizinhos, mais confiávamos neles como irmãos. Não se precisava de portas na casa, apenas um tronco tapava a entrada para evitar que sapos, incetos e morcegos invadissem a casa durante a noite.

Dias mais tarde crescemos, tivemos nossos filhos e já apareciam cidades por perto da nossa terra encantada, hoje, grandes empresários invadiram tudo, no rio hoje é um zôo, não se tem mais fornos de lenhas por lá, moro no centro de uma cidade, onde um dia morei na tranqüilidade, prefiro hoje comer um hambúrguer que sequer pertence a minha língua nativa, acompanho com um ketchup que mais parece um nome indígena. Tenho colesterol, diabete e problema de respiração, a poluição aqui é total. Tenho inicio de obesidade e dois filhos que adoram o shopping, e de natural só conhecem o mar e o zôo. Hoje tenho 82 anos e sinto saudades dos dias antigos e das minhas terras encantadas, que o tempo e o homem deram fim.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Gato ou cachorro?


Sempre tive muita vontade de criar um cachorro, por vários motivos isso nunca aconteceu. Minha casa não tinha um quintal grande, e minha família nunca foi muito afim de cachorros. Certa vez, resolvi arrumar um gatinho, poderia servir e ocupar o lugar do cachorro. Coloquei o nome do gato de Minho e estava decidido, seria meu animal de estimação.

Vários dias se passaram e tudo corria normal, exceto o fato do gato parecer com um cachorro em suas atitudes, o gato só faltava latir e morder. Ele rolava no chão, dava patas, brincava sempre pulando como uma lebre e todo mundo falava que aquele gato era maluco. O tempo passou e o gato começou a dar um pouco mais de trabalho, perturbava muito, suava durante a noite, pulava nas vassouras assim que alguém estivesse varrendo a casa, derrubava tudo pelo chão com suas brincadeiras e muitas outras travessuras.

Resolvi mandar o gato para roça dos meus avos, ninguém agüentava mais o gato e dessa forma seria melhor, afinal, poderíamos ver ele de vez em quando, e lá seria bem tratado. Dias mais tarde fiquei sabendo que minha avó tinha dado fim no gato, ninguém tinha agüentado ele por lá. Pensei comigo mesmo, minha vontade de criar um cachorro foi tão grande que fui capaz de mudar psicologicamente e geneticamente o danado do gato.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 11 de junho de 2011

Coisa de criança


- Quem é mais quente, o forno ou o sol?

Nada é respondido.

- Em mãe? Fala

Varrendo a casa, Maria responde de forma apressada e severa.

- O sol menino, o sol, agora sai daqui, vai brincar pra lá vai.

Um pouco de silencio e apenas o barulho da vassoura é ouvido, até que é interrompido por uma voz de tom baixo.

- E quem é mais frio, a geladeira ou o pólo norte mãe?

- Menino eu não já disse pra tu me deixar em paz? Eu to ocupada e tu me fazendo essas perguntas? Vai brincar pra lá que eu num sei não.

Inconformado o menino insiste.

- Não maninha você sabe me diz? Fala mãe logo! Mainhaaaa... Fala ai que eu escuto aqui.

Percebendo que se não falasse passaria o dia ouvindo o garoto pedir e implorar por uma resposta, a mãe finalmente se rende mais responde de forma severa.

- Menino eu já disse que não sei, vai testar lá, vai lá no pólo norte, aproveita e demora um pouco lá.

O menino fica em silencio, parece pensativo, depois vai saindo devagar e some entre os cômodos da casa. Dona Maria finalmente esta aliviada, pode trabalhar tranquilamente sem que ninguém por perto para atrapalhar. Depois de fazer diversas atividades diárias, passar ferro, passar pano, varrer a casa, lavar o banheiro e sem nenhuma dessas com o seu filho por perto para perturbar, dona Maria estranha e chama pelo garoto mais não recebe resposta alguma.

Dona Maria se preocupa, onde esta aquele menino? Será que ficou zangado por que não responderá a pergunta dele? Já demonstrando um certo nervoso, Maria roda apressada pela casa, procura e não acha nada, liga para o marido e avisa, ele diz que vai pedir ajuda, vai ligar para os bombeiros também, anunciar desaparecimento. Em pouco tempo um alvoroço na casa de dona Maria, pessoas entram e sai, gente de todo jeito que imagine.

No meio de toda a “muvuca”, manter a calma é impossível, seu José, marido de dona Maria, da uma entrevista para os policiais, dona Maria fala alto explicando passo a passo as vizinhas o que aconteceu. Depois de horas dona Maria Entra na casa para pegar uma água gelada para um policial, dona Maria abre a geladeira e seu filho cai de dentro tremendo e completamente gelado.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fadas existem



Se você não acredita em magia ou não acredita em fadas, melhor não continuar lendo. Meu caro leitor, o que vou contar aqui não é coisa para qualquer um acreditar, mais posso garantir que tudo é veridico. Afinal, já ia esquecendo, foi comigo que aconteceu tudo isso.
Foi em uma noite como outra qualquer de insonia, estava debruçado na janela do meu quarto, observando o céu, ou qualquer coisa que parecesse interessante, já que o sono não vinha e não estava afim de assistir TV, muito menos de usar o computador. Fiquei muito tempo ali debruçado, não sei ao certo quanto tempo levou, mais sei que foi mais de uma hora.
Quando já estava prestes a ir dormir, vi uma estrela cadente, aproveitei para pensar em alguma coisa e fazer um pedido. Já estava obtendo resultados quando meus pensamento foram interrompidos ao perceber que a estrela cadente vinha em movimento na minha direção, vinha se aproximando e ficava cada vez maior. Comecei a pedir para que não fosse um cometa e me acertasse em cheio, mais realmente vinha já muito perto, então pulei de lado e sair da janela. Ouvi a vidraça se estraçalhar, havia pedaçoes de vidro espalhado por todo lado, a vidraça estava no chão.
Ainda assustado, percebi que uma mulher muito bonita estava em pé no meio do quarto, e não consegui prender os pensamentos safados que surgiram em minha cabeça. Deixei escapar um belo sorriso de mas intenções. A mulher parecia compreender tudo, e me olhou muito seria. Por um pequeno momento, conseguir controlar os pensamento diante de tamanha beleza. Nesse momento, a porta do quarto era espancada, minha mãe gritava perguntando o que acontecia. Ao ver a vidraça toda espalhada pelo chão, repeti varias vezes que não era nada, mais mãe é incrivelmente curiosa, e insistia em entrar no quarto. A mulher se mantinha atrás da porta, ao analisar novamente a janela percebi que estava toda concertada. Não havia nada de errado com a vidraça que pouco antes estava toda espalhada pelo chão do quarto. Ainda sem entender bem, abri a porta e minha mãe entrou desconfiada. Depois de olhar o quarto e não ver nada fora do normal, falou alguma coisa, saiu e foi dormir. A mulher ficará immovel atras da porta, sem ser notada.
Esperei minha mãe descer as escadas, fechei a porta novamente e la estava a mulher no canto do quarto. Perguntei o que ela havia feito, e ela mandou um sorriso que até os dias de hoje não sai da minha cabeça, pegou na minha mão e acredite se quiser, me arrastou janela afora. Fizemos uma viagem ao longo da cidade, conheci coisas que jamais tinha visto, fui capaz de ver o planeta de cima, ações, justiças, brigas, amores, e ao terminar a fada me levou de volta.
Sem entender o motivo de tudo por ser um mero humano, perguntei a ela por que estava ali, ela deu um pequeno sorriso que fez minha imaginação fluir novamente. A fada com a mesma rapidez com que chegou partiu. Saiu janela acima sem pronunciar nenhuma palavra. Eu não conseguia entender como uma mulher tão linda havia parado no meu quarto em plena noite e nada havia acontecido. Fui dormir, e ao amanhecer dei um pulo da cama para tomar café, estava morto de fome, aproveitaria que todos estariam na mesa e contaria meu sonho que tive durante a noite, como era de costume. Ainda arrumando a cama e vestindo uma roupa, percebi que a vidraça da janela estava espalhada pelo chão.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Junior

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O azar do Carlinhos


Nunca ouvir dizer em alguém mais azarado do que o meu vizinho Carlinhos. Ele disse que só acorda cedinho colocando o pé direito no chão para reduzir metade dos desastres do dia a dia. Já acostumou a acordar sozinho, pois de tão azarado a pilha acaba durante a noite ou como aconteceu na semana passada, o despertador quebra segundos antes de despertar.

O coitado não joga em nada, por que sabe que não ganha, as contas dele só chega atrasada para pagar com juros, sempre chove quando ele esta de pé, sem carro, sem dinheiro, com papeis e atrasado. O cabra e tão azarado, que no verão foi trocar o telhado da casa e bateu uma chuva de granizo em pleno nordeste brasileiro.

Vai te danar com um cabra azarado que nem aquele, quando saio com ele, fico até com medo de alguma coisa acabar acontecendo comigo também. Mais parece que o azar do homem não é contagioso, o que me faz ficar mais tranqüilo. Apesar disso, presencio o sofrimento do coitado todos os dias, e sempre disse para ele que uma hora a sorte vira a casaca e vai pro lado dele.

Uns dias desse atrás o coitado saiu comigo na rua, fomos beber um pouco em um bar. Era um dia de domigo e aproveitamos para assistir futebol com uns amigos, foi aquela maior suada. Já no fim do dia quando estávamos voltando, Carlinhos me chamou para ir em uma padaria para comprar os pães que sua mulher lê recomendará. Compramos os pães, e ao dobrarmos a primeira esquina Carlinhos soltou um berro, havia perdido 250 reais.

Fizemos de tudo nesse dia, voltamos na padaria, procuramos pelo chão, perguntamos aos amigos se não tinham visto, ninguém sabia de nada. Desanimado mais visivelmente conformado, fomos para casa, ele estava muito acostumado com esse tipo de coisa e já perto de casa, demonstrava bom humor. Quando já estávamos perto de nos despedir, Carlinhos soltou outro berro, pensei que o danado agora tinha perdido os pães. Sorridente ele me mostra 50 reais, havia achado 50 reais.

Carlinhos não se continha de felicidade, jurava que seus dias de azar haviam caído, não lembrava de forma alguma de já ter achado alguma coisa, quanto mais dinheiro. Nos despedimos e cada um foi para sua casa, eu pensei comigo mesmo, se fosse eu que tivesse perdido 250 e achado 50 estava arrasado, enquanto o Carlinhos não se continha de felicidade. Será que o danado do azar poderia ajudar na felicidade? Fui dormir pensando nisso e até hoje não sei a resposta.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

Coisas do atraso


Apressado e agoniado em pleno centro da capital baiana, andava com passos longos e rápidos a procura de alguma coisa. Na esquina que dava para a avenida, estendeu a mão para um táxi que vinha em sua direção, entrou com muita rapidez e disse seu destino, sem reparar que estava acompanhado no bando de traz do veiculo.

Ainda sem entender porque havia mais um passageiro, recebe ordens para levantar as mãos e uma arma é encostada em sua cabeça. Sem questionar e agora visivelmente nervoso, obedece as ordens do bandido que leva sua carteira e sai em disparada na primeira parada do táxi.

Perguntando para o taxista o que acontecerá, este explica que também havia sido abordado. Como estava muito apressado não quis perder mais tempo com explicações, e pegou alguns papeis que pareciam importantes saindo em direção a um edifício. Apertou o botão do elevador, mais este não respondeu, repetiu varias vezes mais nada acontecia.

Já desanimado e visivelmente abatido, pega as escadas em disparada, olhando varias vezes para o relógio e sem diminuir a velocidade em nenhum momento. De repente escorrega no alto da escada e despenca rolando até embaixo. Ainda atordoado, vê os papeis voando e é obrigado a esquecer a dor e levantar imediatamente. Com muita pressa começa a juntar os papeis que se espalhavam por todos os lados. Algumas pessoas que pareciam sensibilizadas, ajudavam a capturar os papeis voadores.

Depois de um bom tempo circulando catando os papeis, um pequeno sorriso, alguns papeis amassados outros sujos mais aparentemente todos presente. Ao olhar no relógio o pequeno sorriso some para dar lugar a um rosto preocupado e assustado, em disparada ele toma as escadas, agora não anda mais, corre sem parar como se estivesse em uma maratona em seus minutos finais preste a levantar o troféu de primeiro lugar.

Alguns minutos se passam com sua correria por todo edifício, um tremendo esbarrão o faz parar, vai ao chão e percebe que atingiu um homem que mede quase o dobro do seu tamanho. O homem lê agarra e antes mesmo que possa falar alguma coisa, leva um murro no meio da cara. Outras pessoas vem separar e ele aproveita para juntar seus papeis e continuar correndo. No fim do corredor para em frente uma porta com uma plaqueta de nome "gerente de marketing", da uma ultima olhada no relógio. Abre a porta e ligeiramente fala um bom dia seguido de licença, coloca os papeis sobre a mesa, o homem olha os papeis e com voz calma fala que não são mais necessários pois mudou o projeto durante a noite.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sufoco no avião


Pela primeira vez de sua vida ele estava em um avião, não gostava da idéia de que poderia despencar do céu e morrer antes mesmo do impacto. Ao pisar nos primeiros degraus do avião, já se sentia diferente, nervoso, assustado e suando muito. Um sorriso sem graça para os passageiros era o que mais fazia para tentar esconder o desconforto total.

Já sentado em sua poltrona, observava os demais passageiros, não era o único que estava com medo. Uma senhora próximo da sua poltrona falava em voz alta sobre seu medo de voar. Uma mulher muito bonita e educada pede licença e senta ao seu lado, mais antes mesmo que ele possa conversar para espantar o medo, ela cobre o rosto com um objeto e inclina sua poltrona, demonstrando que iria dormir.

O avião decola, cada vibração e cada solavanco o medo é total, é perceptível a tamanha força utilizada nos lados da poltrona, como se a apertando, o medo fosse capaz de sair pelos dedos, ou se o avião caísse, não morreria, pois estava completamente grudado na cadeira. Algumas pessoas dormiam, outras conversavam, a única coisa que conseguia fazer era escutar a conversa dos outros para passar o tempo, dormir era impossível, e parar de suar também.

Horas mais tarde, parecia mais calmo, já estava mais acostumado com os solavancos. De repente o avião inclina, começa a descer com muita rapidez, desesperado segura com todas as suas forças na lateral da poltrona. Lembrou da máscara de oxigênio, ela não havia caído a sua frente. Desesperado e com certo esforço, abre uma portinha no teto do avião e retira sua mascara de oxigênio, coloca apressado no rosto, ficando visivelmente torta pela tamanha rapidez que é adaptada.

No mesmo instante é anunciado no avião pelo microfone que o avião estava pousando, por isso um pouco de desconforto. Ao olhar para os lados, todos o observavam assustados com cara de não entender o que se passava. Retirando a mascara do rosto, da um pequeno sorriso para disfarçar, falando que era apenas um treinamento para uma ocasião de necessidade. A velhinha que estava próxima de sua poltrona, berra que ele estava mesmo era com medo de cair, causando risada total dos mais próximos.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 29 de maio de 2011

Chefe


Sempre ouvi dizer que chefe é coisa do demônio, por mais que seja seu amigo ou gente boa, ele vai querer que você faça sempre melhor, mesmo que seu trabalho esteja excelente e fazendo a diferença. Eu nunca havia trabalhado antes, tinha 20 anos e estava no primeiro trabalho. No primeiro dia queria mostrar bastante serviço, tentava fazer o mais rápido possível e demonstrava experiência.

Horas mais tarde, já no fim do meu expediente, quando tudo parecia muito perfeito, levei algumas folhas de um projeto para a sala do meu chefe, depois fui buscar um refrigerante, o chefe sempre estava bebendo alguma coisa em sua mesa. Quando eu voltei e ia colocar o refrigerante sobre a mesa, levei uma tremenda topada na quina da mesa, me contorcia de dor, mais com um olhar rápido para o lado esqueci completamente da dor, arregalei meus olhos, não podia acreditar no que estava vendo. Todos os projetos haviam sido molhado de refrigerante, desesperado eu não sabia o que fazer.

Fiquei algum tempo pensando em alguma coisa, mais meus neurônios só fediam a queimado e nada de especial surgia. Olhei no relógio e vi que meu expediente já havia acabado. Catei todos os projetos e sai em disparada, acredite se quiser eu fui embora para casa, só tinha medo de amanhecer em uma cadeia, estava levando comigo os projetos da empresa.

Com um certo sacrifício consegui sair da empresa sem ser visto com os projetos, já em casa, coloquei os projetos para secar e depois com um trabalho dos diabo consegui ler e digitar tudo no computador. O relógio já marcava mais de 4h da manha, o projeto continha muitas folhas e acabou gastando mais tempo do que eu imaginava. Não consegui dormir mais naquela noite e no dia seguinte fui o primeiro a chegar no trabalho, não tinha muita gente ainda, o chefe por sorte ainda não tinha chegado, com isso consegui colocar o projeto na mesa do chefe.

Mais tarde ouvi um funcionário mandando retirar a ordem de procura pelos projetos, pois já havia aparecido. Sem demonstrar nada continuei trabalhando tranquilamente, morrendo de sono e lembrando dos momentos de calafrio que passei. Quer mesmo saber? Já estava preparado até para prestar depoimentos na policia. Exagero? Há meu amigo, então você nunca teve um chefe.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 28 de maio de 2011

A caipora


Eu nunca fui muito de ta acreditando em lendas, esse negocio de caipora e companhia eu não acreditava. Acontece meu amigo, que se não existe caipora, existe alguma coisa muito parecida, pois eu mesmo presenciei isso, e já ouvi quem conte coisas parecidas.

Vamos deixar de conversa e vamos logo para o que interessa. Gostava muito de ir para a roça do meu avo quando criança, na verdade até hoje gosto, mais antes tinha muito mais o que se fazer. Em uma dessas minhas viagens, sai para o mato como de costume. Era uma catinga fechada, e tudo era muito parecido, porem eu já conhecia muito bem a região, e não me arriscava a sair do local onde dominava o conhecimento.

Porem, nesse dia eu caminhei até perto do lago, encontrei uma bando de araras que chamaram a minha atenção, fiquei alguns minutos a observar, depois segui em frente, e me bati com outro bando de araras idênticos, o mesmo foi acontecendo ao longo do caminho, e eu resolvi voltar para casa já que as coisas não pareciam normal. Vale lembrar que tive enorme dificuldade de voltar para casa, pois estava bem mais longe do que parecia, mais com calma acabei chegando em casa.

Mais tarde eu sentado no sofá, meu avo na cadeira sagrada de descanso dele, falei o que havia acontecido para ele. Com seus cabelos grisalhos ele me olhou fixamente no olho e me falou que eu havia sido vitima da caipora, a protetora dos animais. Meu avo não era de mentir, ele sabia contar coisas realmente duvidosas, mais eu jamais ousaria duvidar daqueles cabelos brancos.

domingo, 22 de maio de 2011

Herói diferente?


E quem disse que eu não sou super-herói? Eu já doei esmola, e já joguei lixo no lixo, andei pela calçada e só atravessei na faixa de pedestre, já dirigi respeitando as placas e até o semáforo, ajudei em campanha da dengue no colégio. Quem disse que eu não sou super-herói? Se eu já doei lugar no ônibus para mais velhos, já abrir janelas de ônibus também para mulheres que sem força não conseguiam move-las.

Eu já servi o exercito e levantei a bandeira da pátria, cantei o hino nacional, varri o pátio e limpei o banheiro. Já ajudei velhinha a atravessar a rua, já apartei briga no colégio, e quem diria, eu já até evitei acidentes. Já dei comida para pobre que não tinha dinheiro para comprar, já dei conselhos para amigos que mudaram as atitudes.

Já ajudei colegas a estudar, até passei pesca para não prejudicar o colega na nota, escutei idéias que não concordo mais defendi o direito de serem ditas, já levei a culpa por algo que não tinha feito, e mesmo assim não entreguei o culpado. E quem disse que eu não sou super-herói se eu faço o mesmo que eles fazem? Só por que não sei voar e não uso roupas engraçada? Sou um super-herói disfarçado entre a população terrestre despercebida e despreocupada.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 21 de maio de 2011

Que povo mentiroso


E quem disse que o lobo mal é mesmo malvado? Eu ouvi um colega contar que viu o tal lobo mal fazer o bem muitas vezes. Já até ajudou a vovó em duas ou pelo menos uma ocasião. Acontece que pegaram o coitado em uma situação de fome e desespero e tornaram o danado no vilão de toda a historia do chapeuzinho vermelho.

Sabe de uma coisa? Como diz o ditado “quem conta um conto aumenta um ponto” aumentaram nessa historia do chapeuzinho vermelho, pois o lobo não comeu a vovozinha, ele só queria uma merendinha, e invadiu a casa da vovó para comer as guloseimas que a chapeuzinho levou. E quem disse que o lobo era forte, malvado e coisa e tal, esta mentindo, pois o coitado não passava de um velho lobo sem dentes que morreu dias depois em um zôo americano.

Quer saber de uma coisa meu amigo? Melhor não acreditar em tudo que contam por ai, esse povo quando não mente, aumenta um ponto. Ouvir até dizer que com os três porquinhos também aconteceu o mesmo. Por falar nisso, ouvir dizer que os lobos do chapeuzinho e dos três porquinhos eram irmãos. Só que isso ai eu escutei de outro colega meu, que ficou sabendo pelo irmão do tio dele.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Com ou sem anestesia?


Sempre tive medo da danada da agulha, injeção? Ave Maria, me da até arrepio só de pensar naquela maldita. Quando era menor, só com promessa de uma boa surra eu aceitava ir tomar a vacina, depois de grande, nunca mais eu fui. Você deve estar pensado que eu sou do tipo medroso, mais não é bem assim, é que a danada da agulha me mete medo mesmo, repare só como foi o dia em que acabei no dentista.

Meu dente estava querendo doer, sensível ao chocolate e a líquidos frios, então fui no dentista para no máximo fazer uma abturação. Para o meu espanto fui em dois dentistas e o veredicto foi o mesmo, CANAL. Precisei ir para casa analisar, a dor de dente incomodava e todos a minha volta, especialmente minha irmã, deixava bem claro que iria piorar.

Claro que depois de algum tempo, lá estava eu sentado na cadeira da dentista, e quando ela puxou a anestesia, eu pedi logo para ela fazer o canal no “cru”, sem a anestesia. A dentista não quis nem saber, e acabou me convencendo que a anestesia não ia doer e que seria melhor, caso contrario doiria muito mais. Acredita que ela chegou a dizer que eu “nem sentiria nada”? O pior e que eu cai nessa, e foi assim que ao aplicar a anestesia, eu só pensava naqueles palavrão que não ouso dizer aqui, e cheguei a penssar comigo mesmo, “vaca mentirosa”, e sabe de uma? Nunca mais faço um canal na minha vida, agora sei como um boi se sente no matadouro.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior


"Este conto é dedicado a todos os heróis do planeta que não tem medo de agulhas, injeções ou anestesias. Espero que sejam muito...”

terça-feira, 17 de maio de 2011

O vaso chinês


Um homem muito pobre, vivia em um vilarejo pequeno e pouco conhecido. Ele era trabalhador, mais deixava que pensamentos ruins subissem à cabeça. Apesar de não ser um homem satisfeito com si mesmo, era sortudo e sempre costumava se dar bem no dia a dia. Trabalhava quebrando pedras, e sempre que voltava para sua casa, avistava pela janela de um fazendeiro rico, vários objetos de valor.

Um certo dia já de noite quando voltava para casa, já cansado do dia de trabalho, resolveu entrar pela janela para observava mais de perto os objetos. Não se contendo o homem pegou um vaso chinês muito valioso e saiu em disparada. Desesperado e com medo de ser descoberto o homem pegou um caminho desconhecido e se abrigou em uma gruta onde esconderia o vaso até o dia seguinte.

Muito cansado acabou adormecendo, e quando acordou a gruta estava tapada pois a entrada havia desmoronado. Como era experiente em quebrar pedras procurou por sua marreta, mais não achou, certamente havia esquecido na casa do fazendeiro.

Às vezes fazemos trocas que julgamos boas, mais na verdade cometemos grandes erros.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha júnior

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lição de vida



Um camponês muito rico, e já percebendo que sua morte poderia estar perto, decidiu dar uma ultima instrução a seu filho. Dias mais tarde, mandou seu filho para morrar com uma família de camponeses de classe media, porem bem mais pobres que eles, e pediu que ao passar de 1 semana entrasse em contato para que ele voltasse para buscá-lo.

Dias e dias se passaram e a semana também, o pai ansioso para ver o resultado do aprendizado do seu filho foi buscá-lo. No caminho de volta o pai perguntou o que o filho aprenderá, e este respondeu que com pessoas tão medíocres não era possível adquirir nenhum conhecimento. Decepcionado o pai não disse nada e terminou a viagem em completo silencio.

Dias mais tarde, o pai mandou o filho novamente para uma família de camponeses, dessa vez uma família completamente pobre, onde o filho só acharia como diversão a reflexão. Passaram vários dias, meses e anos, e o filho não entrou em contato. O pai arrependido, achou que seu filho havia fugido por conta do castigo e que nunca mais iria revelo.

Já no leito de morte por conta da velhice o camponês reviu seu filho e descobriu que este estava casado com a filha do camponês pobre. O pai sem entender por que o filho havia demorado tanto, perguntou o que ele fizera todo esse tempo em um acampamento tão humilde. O filho com os olhos cheio de lagrimas contou-lhe que havia encontrado o amor da sua vida onde menos esperava, trocado piscinas por rios inteiros, quintal enorme por terras sem fim, claridade de lâmpadas pelo clarão do luar, vento de acondicionados pelo vento matinal, obediência de empregados pela lealdade de amigos, talheres pelas mãos, sem responder uma palavra o camponês rico sorriu e morreu.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

O sábio do oriente


Ouvir contar uma lenda popular do oriente, que um homem muito sábio, dotado de grandes conhecimentos e de extrema fé, precisou atravessar um deserto. Perdido e já sem rumo por conta de varias tempestades de areia o sábio nunca desistia.

Seguindo sempre em frente, mesmo depois de cassado, com sede e com fome, o sábio encontrou pessoas no caminho vencidas pelo cansaço, que falavam para o sábio que o destino dele seria a morte. Mesmo contudo isso o sábio continuava andando, e era impressionante a sua resistência ao sol, fome e sede.

Dias se passaram e o sábio andava pelo deserto sempre em busca de um dia, encontrar sua família do outro lado, seus amigos, seu lar. Ele sabia que uma hora conseguiria e continuou andando. Dias mais tarde, mesmo com tamanha fé, e resistência psicológica o corpo do sábio não respondia mais, e este tombou nas areias do deserto.

Mesmo sem forças e prestes a morrer, o sábio mantinha fé, se morresse em outra vida, encontraria o que procurava pois sabia que sua batalha e sua luta não seriam em vão. Os deuses do oriente vendo tamanha bravura e fé, criaram o primeiro oásis dos desertos. O sábio levantou e depois de descansar e beber, agradeceu e terminou sua jornada. Diz a lenda que somente os sábios encontram os grandes oásis do deserto, e aqueles que encontra com facilidade, sem fé e sem sabedoria, não passa de loucuras projetadas de suas mentes, sendo punida pela tortura do deserto.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 15 de maio de 2011

Loucura ou tecnologia?

Vi um homem voltar correndo desesperado, empurrando as pessoas como se estivesse completamente fora de si, no fim ele só queria pegar um celular esquecido. Andei mais um pouco e avistei pessoas surdas por aparelhos MP3. Inacreditável como elas estavam completamente desligadas ou ligadas, não conseguiam ouvir nada alem do que passava naquele aparelho.

No fim da avenida, já perto da minha casa, avistei uma moça desesperada que quase atropela uma criança com seu carro, e me perguntei para onde aquela maluca estava indo com tanta pressa. Já estava escuro, e as luzes acenderam sozinhas, como se o dia não acabasse, me obrigando a olhar no relógio para saber exatamente em que momento do tempo eu estava.

Neste momento estava chegando em casa, estava cansado, caminhado todo quarteirão, não estava acostumado com tamanha caminhada. Depois de tanta tecnologia maluca, nada melhor que dar uma caminhada de forma natural, e agora deitar e dormir em uma boa cama.

Deitei... Fantástico, era como meus antepassados faziam depois de estarem exaustos de uma longa caminhada, caçada ou seja lá o que fosse. Na mão peguei 3 controles, desliguei a luz com o menor, o maior desliguei a TV e o ultimo liguei o acondicionado.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior