
Mais cadê a danada da chuva margarida? Era assim que seu Esnorfio costumava falar logo cedinho quando levantava. Saia sempre na varanda da casa e olhava em direção da plantação que aclamava por água imediatamente. Apesar de cedinho o sol já batia forte, mais pelo costume isso dificilmente incomodava Esnorfio.
Depois de analisar delicadamente o céu nas primeiras horas do clarear do dia, seu Esnorfio sempre questionava com a mulher onde estava a danada da chuva. Era de costume decorar a data em que se chovia no sertão, mais esse ano o atraso era grande e seu Esnorfio parecia preocupado. Foi pra roça e passou o dia ronçando plantas daninhas, olhando de vez em quando para o céu, a procura de alguma nuvem que prometesse descarregar água sobre sua plantação.
Mais tarde em casa, ja a noite, seu Esnorfio se inclina na mesa para a ultima refeição do dia, como de costume, faz uma pequena oração com sua esposa e seus quatro filhos, e não se esquece de pedir a Deus a tão esperada chuva. Depois de mandar os filhos ir para a cama, seu Esnorfio da uma ultima saída na varanda, olha para o céu, o ar gelado, muito frio, a temperatura havia caido drasticamnte, fazia realmente um frio dos diabos. Muito experiente, Esnorfio percebe que não existe boas promessas de chuvas para o dia seguinte e entra em casa preocupado.
No outro dia cedinho, as mesmas cenas dos dias anteriores se repetem, porem é perceptível que Esnorfio parece mais triste e mais preocupado. O café da manha é reduzido pois precisa economizar, aquela quantia não duraria nem para mais dois dias. Já a noite, seu Esnorfio se recusa sair na varanda, vai deitar-se mais cedo, mais não consegue dormir.
Mais tarde naquela mesma noite, um barulho no telhado lhe chama atenção, o barulho começa aumentar pausadamente, interrompido por um barulho ensurdecedor que estronda e corta o silêncio da noite. Aquilo era um trovão, de um pulo Esnorfio sai da cama, toda a família acorda e aprecia a chuva que aumenta rapidamente formando um aguaceiro danado.
A chuva continua aumentando sem parar, as janelas já não suportam a quantidade de água que é escorrida pelas paredes e começa a jorrar água janela a dentro, o telhado também não suporta mais a grande quantidade de água, que brota por todos os lados. Algumas pedras de gelo pequenas começam a “voar” para dentro de casa. Uma chuva de pequenos granizos se forma e começa a quebrar partes do telhado. Desesperado pela tamanha surpresa, Esnorfio carrega sua família para debaixo da mesa, onde ficam por mais de 1h até a chuva acabar.
Passado a chuva, o silencio é cortado por cantos de sapos de todos os tipos, formando melodias diversificadas, com acompanhamentos de cantos de outras espécies. Todos saem na varanda para verificar o que realmente acontecera. Água para todos os lados, e não se via o chão facilmente em lugar nenhum. A chuva passará mais as enxurradas ainda desciam, no plano águas como um lago imenso. Lá na frente estava a plantação de Esnorfio completamente alagada, pouca coisa seria recuperada, mais Esnorfio da uma grande gargalhada que contagia toda a família, poderia plantar novamente, e agora teria bastante água no solo e nas redondezas.
Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior
Este conto é uma homenagem a todos os nordestinos que sofrem com a estiagem, e mesmo assim, é um povo guerreiro, que não se abate e está sempre pronto para a "batalha".
6 comentários:
parabens
Vlw, obrigado pelo comentário. Mas por favor, façam um esforço para comentar sem ser em anônimo, com uma conta google, ou do oukut, façam login e muito simples. Obrigado mais uma vez pelo comentário, colaboração e compreensão.
Foi o seu primeiro conto que li... Pareceu-me bom, porém houve um grande problema que me deixou atordoado: os frequentes erros de ortografia.
Melhore nisso, e continue escrevendo.
Concordo Gustavo, preciso melhorar com os erros de ortografia. Porem mais uma vez, venho a dizer que não estou tendo muito tempo para corrigi-los, estou fazendo um esforço para pelo menos postar e responder e-mails e comentários. Por esse motivo, quem achar algun erros, favor colocar nos comentários, facilitará o meu trabalho. Agradeço a todos pela colaboração e compreensão e obrigado pelos comentários.
precisa ficar mais atento,aos erros meu caro
no mais otimas palavras.
Escreva mais poemas,gosto de suas palavras.Não se ausente.
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