segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sufoco no avião


Pela primeira vez de sua vida ele estava em um avião, não gostava da idéia de que poderia despencar do céu e morrer antes mesmo do impacto. Ao pisar nos primeiros degraus do avião, já se sentia diferente, nervoso, assustado e suando muito. Um sorriso sem graça para os passageiros era o que mais fazia para tentar esconder o desconforto total.

Já sentado em sua poltrona, observava os demais passageiros, não era o único que estava com medo. Uma senhora próximo da sua poltrona falava em voz alta sobre seu medo de voar. Uma mulher muito bonita e educada pede licença e senta ao seu lado, mais antes mesmo que ele possa conversar para espantar o medo, ela cobre o rosto com um objeto e inclina sua poltrona, demonstrando que iria dormir.

O avião decola, cada vibração e cada solavanco o medo é total, é perceptível a tamanha força utilizada nos lados da poltrona, como se a apertando, o medo fosse capaz de sair pelos dedos, ou se o avião caísse, não morreria, pois estava completamente grudado na cadeira. Algumas pessoas dormiam, outras conversavam, a única coisa que conseguia fazer era escutar a conversa dos outros para passar o tempo, dormir era impossível, e parar de suar também.

Horas mais tarde, parecia mais calmo, já estava mais acostumado com os solavancos. De repente o avião inclina, começa a descer com muita rapidez, desesperado segura com todas as suas forças na lateral da poltrona. Lembrou da máscara de oxigênio, ela não havia caído a sua frente. Desesperado e com certo esforço, abre uma portinha no teto do avião e retira sua mascara de oxigênio, coloca apressado no rosto, ficando visivelmente torta pela tamanha rapidez que é adaptada.

No mesmo instante é anunciado no avião pelo microfone que o avião estava pousando, por isso um pouco de desconforto. Ao olhar para os lados, todos o observavam assustados com cara de não entender o que se passava. Retirando a mascara do rosto, da um pequeno sorriso para disfarçar, falando que era apenas um treinamento para uma ocasião de necessidade. A velhinha que estava próxima de sua poltrona, berra que ele estava mesmo era com medo de cair, causando risada total dos mais próximos.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 29 de maio de 2011

Chefe


Sempre ouvi dizer que chefe é coisa do demônio, por mais que seja seu amigo ou gente boa, ele vai querer que você faça sempre melhor, mesmo que seu trabalho esteja excelente e fazendo a diferença. Eu nunca havia trabalhado antes, tinha 20 anos e estava no primeiro trabalho. No primeiro dia queria mostrar bastante serviço, tentava fazer o mais rápido possível e demonstrava experiência.

Horas mais tarde, já no fim do meu expediente, quando tudo parecia muito perfeito, levei algumas folhas de um projeto para a sala do meu chefe, depois fui buscar um refrigerante, o chefe sempre estava bebendo alguma coisa em sua mesa. Quando eu voltei e ia colocar o refrigerante sobre a mesa, levei uma tremenda topada na quina da mesa, me contorcia de dor, mais com um olhar rápido para o lado esqueci completamente da dor, arregalei meus olhos, não podia acreditar no que estava vendo. Todos os projetos haviam sido molhado de refrigerante, desesperado eu não sabia o que fazer.

Fiquei algum tempo pensando em alguma coisa, mais meus neurônios só fediam a queimado e nada de especial surgia. Olhei no relógio e vi que meu expediente já havia acabado. Catei todos os projetos e sai em disparada, acredite se quiser eu fui embora para casa, só tinha medo de amanhecer em uma cadeia, estava levando comigo os projetos da empresa.

Com um certo sacrifício consegui sair da empresa sem ser visto com os projetos, já em casa, coloquei os projetos para secar e depois com um trabalho dos diabo consegui ler e digitar tudo no computador. O relógio já marcava mais de 4h da manha, o projeto continha muitas folhas e acabou gastando mais tempo do que eu imaginava. Não consegui dormir mais naquela noite e no dia seguinte fui o primeiro a chegar no trabalho, não tinha muita gente ainda, o chefe por sorte ainda não tinha chegado, com isso consegui colocar o projeto na mesa do chefe.

Mais tarde ouvi um funcionário mandando retirar a ordem de procura pelos projetos, pois já havia aparecido. Sem demonstrar nada continuei trabalhando tranquilamente, morrendo de sono e lembrando dos momentos de calafrio que passei. Quer mesmo saber? Já estava preparado até para prestar depoimentos na policia. Exagero? Há meu amigo, então você nunca teve um chefe.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 28 de maio de 2011

A caipora


Eu nunca fui muito de ta acreditando em lendas, esse negocio de caipora e companhia eu não acreditava. Acontece meu amigo, que se não existe caipora, existe alguma coisa muito parecida, pois eu mesmo presenciei isso, e já ouvi quem conte coisas parecidas.

Vamos deixar de conversa e vamos logo para o que interessa. Gostava muito de ir para a roça do meu avo quando criança, na verdade até hoje gosto, mais antes tinha muito mais o que se fazer. Em uma dessas minhas viagens, sai para o mato como de costume. Era uma catinga fechada, e tudo era muito parecido, porem eu já conhecia muito bem a região, e não me arriscava a sair do local onde dominava o conhecimento.

Porem, nesse dia eu caminhei até perto do lago, encontrei uma bando de araras que chamaram a minha atenção, fiquei alguns minutos a observar, depois segui em frente, e me bati com outro bando de araras idênticos, o mesmo foi acontecendo ao longo do caminho, e eu resolvi voltar para casa já que as coisas não pareciam normal. Vale lembrar que tive enorme dificuldade de voltar para casa, pois estava bem mais longe do que parecia, mais com calma acabei chegando em casa.

Mais tarde eu sentado no sofá, meu avo na cadeira sagrada de descanso dele, falei o que havia acontecido para ele. Com seus cabelos grisalhos ele me olhou fixamente no olho e me falou que eu havia sido vitima da caipora, a protetora dos animais. Meu avo não era de mentir, ele sabia contar coisas realmente duvidosas, mais eu jamais ousaria duvidar daqueles cabelos brancos.

domingo, 22 de maio de 2011

Herói diferente?


E quem disse que eu não sou super-herói? Eu já doei esmola, e já joguei lixo no lixo, andei pela calçada e só atravessei na faixa de pedestre, já dirigi respeitando as placas e até o semáforo, ajudei em campanha da dengue no colégio. Quem disse que eu não sou super-herói? Se eu já doei lugar no ônibus para mais velhos, já abrir janelas de ônibus também para mulheres que sem força não conseguiam move-las.

Eu já servi o exercito e levantei a bandeira da pátria, cantei o hino nacional, varri o pátio e limpei o banheiro. Já ajudei velhinha a atravessar a rua, já apartei briga no colégio, e quem diria, eu já até evitei acidentes. Já dei comida para pobre que não tinha dinheiro para comprar, já dei conselhos para amigos que mudaram as atitudes.

Já ajudei colegas a estudar, até passei pesca para não prejudicar o colega na nota, escutei idéias que não concordo mais defendi o direito de serem ditas, já levei a culpa por algo que não tinha feito, e mesmo assim não entreguei o culpado. E quem disse que eu não sou super-herói se eu faço o mesmo que eles fazem? Só por que não sei voar e não uso roupas engraçada? Sou um super-herói disfarçado entre a população terrestre despercebida e despreocupada.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 21 de maio de 2011

Que povo mentiroso


E quem disse que o lobo mal é mesmo malvado? Eu ouvi um colega contar que viu o tal lobo mal fazer o bem muitas vezes. Já até ajudou a vovó em duas ou pelo menos uma ocasião. Acontece que pegaram o coitado em uma situação de fome e desespero e tornaram o danado no vilão de toda a historia do chapeuzinho vermelho.

Sabe de uma coisa? Como diz o ditado “quem conta um conto aumenta um ponto” aumentaram nessa historia do chapeuzinho vermelho, pois o lobo não comeu a vovozinha, ele só queria uma merendinha, e invadiu a casa da vovó para comer as guloseimas que a chapeuzinho levou. E quem disse que o lobo era forte, malvado e coisa e tal, esta mentindo, pois o coitado não passava de um velho lobo sem dentes que morreu dias depois em um zôo americano.

Quer saber de uma coisa meu amigo? Melhor não acreditar em tudo que contam por ai, esse povo quando não mente, aumenta um ponto. Ouvir até dizer que com os três porquinhos também aconteceu o mesmo. Por falar nisso, ouvir dizer que os lobos do chapeuzinho e dos três porquinhos eram irmãos. Só que isso ai eu escutei de outro colega meu, que ficou sabendo pelo irmão do tio dele.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Com ou sem anestesia?


Sempre tive medo da danada da agulha, injeção? Ave Maria, me da até arrepio só de pensar naquela maldita. Quando era menor, só com promessa de uma boa surra eu aceitava ir tomar a vacina, depois de grande, nunca mais eu fui. Você deve estar pensado que eu sou do tipo medroso, mais não é bem assim, é que a danada da agulha me mete medo mesmo, repare só como foi o dia em que acabei no dentista.

Meu dente estava querendo doer, sensível ao chocolate e a líquidos frios, então fui no dentista para no máximo fazer uma abturação. Para o meu espanto fui em dois dentistas e o veredicto foi o mesmo, CANAL. Precisei ir para casa analisar, a dor de dente incomodava e todos a minha volta, especialmente minha irmã, deixava bem claro que iria piorar.

Claro que depois de algum tempo, lá estava eu sentado na cadeira da dentista, e quando ela puxou a anestesia, eu pedi logo para ela fazer o canal no “cru”, sem a anestesia. A dentista não quis nem saber, e acabou me convencendo que a anestesia não ia doer e que seria melhor, caso contrario doiria muito mais. Acredita que ela chegou a dizer que eu “nem sentiria nada”? O pior e que eu cai nessa, e foi assim que ao aplicar a anestesia, eu só pensava naqueles palavrão que não ouso dizer aqui, e cheguei a penssar comigo mesmo, “vaca mentirosa”, e sabe de uma? Nunca mais faço um canal na minha vida, agora sei como um boi se sente no matadouro.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior


"Este conto é dedicado a todos os heróis do planeta que não tem medo de agulhas, injeções ou anestesias. Espero que sejam muito...”

terça-feira, 17 de maio de 2011

O vaso chinês


Um homem muito pobre, vivia em um vilarejo pequeno e pouco conhecido. Ele era trabalhador, mais deixava que pensamentos ruins subissem à cabeça. Apesar de não ser um homem satisfeito com si mesmo, era sortudo e sempre costumava se dar bem no dia a dia. Trabalhava quebrando pedras, e sempre que voltava para sua casa, avistava pela janela de um fazendeiro rico, vários objetos de valor.

Um certo dia já de noite quando voltava para casa, já cansado do dia de trabalho, resolveu entrar pela janela para observava mais de perto os objetos. Não se contendo o homem pegou um vaso chinês muito valioso e saiu em disparada. Desesperado e com medo de ser descoberto o homem pegou um caminho desconhecido e se abrigou em uma gruta onde esconderia o vaso até o dia seguinte.

Muito cansado acabou adormecendo, e quando acordou a gruta estava tapada pois a entrada havia desmoronado. Como era experiente em quebrar pedras procurou por sua marreta, mais não achou, certamente havia esquecido na casa do fazendeiro.

Às vezes fazemos trocas que julgamos boas, mais na verdade cometemos grandes erros.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha júnior

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lição de vida



Um camponês muito rico, e já percebendo que sua morte poderia estar perto, decidiu dar uma ultima instrução a seu filho. Dias mais tarde, mandou seu filho para morrar com uma família de camponeses de classe media, porem bem mais pobres que eles, e pediu que ao passar de 1 semana entrasse em contato para que ele voltasse para buscá-lo.

Dias e dias se passaram e a semana também, o pai ansioso para ver o resultado do aprendizado do seu filho foi buscá-lo. No caminho de volta o pai perguntou o que o filho aprenderá, e este respondeu que com pessoas tão medíocres não era possível adquirir nenhum conhecimento. Decepcionado o pai não disse nada e terminou a viagem em completo silencio.

Dias mais tarde, o pai mandou o filho novamente para uma família de camponeses, dessa vez uma família completamente pobre, onde o filho só acharia como diversão a reflexão. Passaram vários dias, meses e anos, e o filho não entrou em contato. O pai arrependido, achou que seu filho havia fugido por conta do castigo e que nunca mais iria revelo.

Já no leito de morte por conta da velhice o camponês reviu seu filho e descobriu que este estava casado com a filha do camponês pobre. O pai sem entender por que o filho havia demorado tanto, perguntou o que ele fizera todo esse tempo em um acampamento tão humilde. O filho com os olhos cheio de lagrimas contou-lhe que havia encontrado o amor da sua vida onde menos esperava, trocado piscinas por rios inteiros, quintal enorme por terras sem fim, claridade de lâmpadas pelo clarão do luar, vento de acondicionados pelo vento matinal, obediência de empregados pela lealdade de amigos, talheres pelas mãos, sem responder uma palavra o camponês rico sorriu e morreu.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

O sábio do oriente


Ouvir contar uma lenda popular do oriente, que um homem muito sábio, dotado de grandes conhecimentos e de extrema fé, precisou atravessar um deserto. Perdido e já sem rumo por conta de varias tempestades de areia o sábio nunca desistia.

Seguindo sempre em frente, mesmo depois de cassado, com sede e com fome, o sábio encontrou pessoas no caminho vencidas pelo cansaço, que falavam para o sábio que o destino dele seria a morte. Mesmo contudo isso o sábio continuava andando, e era impressionante a sua resistência ao sol, fome e sede.

Dias se passaram e o sábio andava pelo deserto sempre em busca de um dia, encontrar sua família do outro lado, seus amigos, seu lar. Ele sabia que uma hora conseguiria e continuou andando. Dias mais tarde, mesmo com tamanha fé, e resistência psicológica o corpo do sábio não respondia mais, e este tombou nas areias do deserto.

Mesmo sem forças e prestes a morrer, o sábio mantinha fé, se morresse em outra vida, encontraria o que procurava pois sabia que sua batalha e sua luta não seriam em vão. Os deuses do oriente vendo tamanha bravura e fé, criaram o primeiro oásis dos desertos. O sábio levantou e depois de descansar e beber, agradeceu e terminou sua jornada. Diz a lenda que somente os sábios encontram os grandes oásis do deserto, e aqueles que encontra com facilidade, sem fé e sem sabedoria, não passa de loucuras projetadas de suas mentes, sendo punida pela tortura do deserto.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 15 de maio de 2011

Loucura ou tecnologia?

Vi um homem voltar correndo desesperado, empurrando as pessoas como se estivesse completamente fora de si, no fim ele só queria pegar um celular esquecido. Andei mais um pouco e avistei pessoas surdas por aparelhos MP3. Inacreditável como elas estavam completamente desligadas ou ligadas, não conseguiam ouvir nada alem do que passava naquele aparelho.

No fim da avenida, já perto da minha casa, avistei uma moça desesperada que quase atropela uma criança com seu carro, e me perguntei para onde aquela maluca estava indo com tanta pressa. Já estava escuro, e as luzes acenderam sozinhas, como se o dia não acabasse, me obrigando a olhar no relógio para saber exatamente em que momento do tempo eu estava.

Neste momento estava chegando em casa, estava cansado, caminhado todo quarteirão, não estava acostumado com tamanha caminhada. Depois de tanta tecnologia maluca, nada melhor que dar uma caminhada de forma natural, e agora deitar e dormir em uma boa cama.

Deitei... Fantástico, era como meus antepassados faziam depois de estarem exaustos de uma longa caminhada, caçada ou seja lá o que fosse. Na mão peguei 3 controles, desliguei a luz com o menor, o maior desliguei a TV e o ultimo liguei o acondicionado.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

O primeiro herói


Um bravo guerreiro morava no alto de uma colina com seus 2 filhos e sua esposa. Os filhos tinham a mesma idade de 14 anos, sendo um casal, ambos dotado de grande beleza.

O guerreiro possuía historias inacabáveis, havia vencido inúmeras batalhas, havia perdido batalhas mais sempre saído vitorioso no fim. Naquela época, grandes guerreiros não eram condecorados, sendo pouco reconhecidos pelos nobres e pelo rei, que apenas mandava mais serviços aos guerreiros.

Procurando uma vida mais tranqüila, ela havia se mudado para o alto de uma colina, onde morava com sua família. Porem com o tempo, o rei sentiu falta dos seus serviços e mandou buscar o guerreiro. Voltando ao palácio, o guerreiro explicou o desejo de apenas levar uma vida tranqüila ao lado de sua família. Mais o rei lê pediu apenas mais um serviço, guiar um exercito e ajudar a expulsar todos os rebeldes das terras altas, toda a planície pertencida ao rei.

Sem muita opção, o guerreiro aceitou, pedindo em troca, total segurança para sua família, e que em caso de morte o rei cuidasse dos seus filhos até ficarem crescidos. Assim foi feito, e o rei partiu para a sua missão. Passou anos lutando pela sua família, pela sua liberdade, pela honra e até pela pátria, mais em uma batalha o guerreiro se feriu gravemente e mesmo sangrando muito, guia seu axercito a vitória.

No fim da batalha com a espada erguida para cima, o guerreiro grita pedindo paz nas terras altas e reconhecimentos aos guerreiros, dessa forma crava uma espada no corpo do líder inimigo e morre. Com a morte do líder de ambos exércitos, a guerra acaba, e ao saber dos acontecimentos e da morte do seu pior inimigo, o rei manda criar uma estatua no meio do palácio para a imagem do bravo guerreiro que trouxe a paz para as terras altas e o surgimento do primeiro herói.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como um herói

Foi em uma noite nublada, em um beco extremamente escuro. Uma garota vinha correndo, agarrou no meu ombro.

- Estão atrás de min moço, pelo amor de Deus me ajuda?

Assustado, não sabia nem o que responder.

- Moça quem esta atrás de você? Não posso ajudá-la.

Assustado e demonstrando que corria serio perigo a moça respondeu em voz tremula.

- Dois garotos estão insatisfeito com o meu serviço, estão com faca.

Nunca fui muito bom com brigas, mais sempre fui forte, e na maioria das vezes apenas com a aparecia e demonstrando confiança e segurança conseguia amedrontar. No fim do corredor, dois garotos vinham correndo e gritando.

- Pega, pega a safada.

Ao me ver eles diminuem o ritmo e falam.

- Larga a piranha patrão, vamos acertar uma conta com ela.

Com a voz segura e mostrando confiança falei.

- Podem ir circulando garotos, ela esta comigo, se tentarem alguma coisa vou quebrar a cara das duas mocinha entendeu?

Os garotos reclamaram algumas coisas, mais no fim, desanimados e sem coragem para me enfrentar, acabaram saindo. Levei a garota para casa, que me agradeceu muito. No caminho para casa estava satisfeito, tinha salvado uma garota, cumprido meu papel de homem cavalheiro, afinal, não importava o que se passou, o importante e que havia mudado o fim da historia, me sentia um herói.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

A coisa

Vi uma “coisa” um dias desses, que pegava um pedaço aqui, um outro ali, catava algum no chão e ingeria sem examinar, parecia uma maquina exterminadora de restos, que com muita rapidez não desperdiçava nem mesmo aquilo que aos meus olhos julgava imprestável para o consumo. Andavas ruas bairros e até cidades, parecia um carro por tamanha resistência em quilometragem rodada. Em nenhum momento demonstrava cansaço, com um saco nas costas selecionava aquilo que poderia ficar para o dia seguinte, ou objetos que poderia guardar sei lá onde.

As vezes ficava sentado em ruas movimentadas, o único momento em que estava sentado descansando, precisava utilizar a voz para fazer apelo por moedas ou qualquer outra coisa de valor. Pessoas passavam sem dar muita importância, alguns sequer olhavam, outros resolviam dar alguma coisa, e por mais que fosse pouco recebia agradecimentos e um grande sorriso como recompensa.

A noite a “coisa” não ia para lugar algum, ali mesmo arrumava alguma coisa para deitar, um papelão já era suficiente, parecia não ter amigos nem companheiros, talvez por opção. O sorriso no rosto era sempre possível notar, não era normal que a “A coisa” nunca ficasse mau humorada, principalmente por que as suas condições de vida não era das melhores. “A coisa” parecia realmente anormal, não era capaz de ser humano, consegui comprovar alguns dias depois que essas “coisa” é outra espécie, não é humana, deve ser extraterrestre.

Passando pelo bairro de Noronha em uma cidade desenvolvida, vi pessoas mau humoradas no trabalho, outros jogando alimentos de boa qualidade no lixo, alguns revoltados por ter um carro enquanto queria uma Ferrari, vi até um menino xingando a mãe por que queria um tênis Nike ao invés de Adidas. Foi então que concluir, “a coisa” é realmente outra espécie, afinal, não é possível sem dinheiro ser mais feliz do que outros com dinheiro em um mundo capitalista.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

Causo de pescador


Não sei contar direito, mais foi mais ou menos assim. Estava na beira do rio, chupando maracujá. Vi um tubarão, uma baleia e até um golfinho. Estava achando que já tinha visto de tudo quando surgiu um urso nadando, parecia sem rumo o bichinho ou então passou lá só para me fazer uma visitinha.

Naquele mesmo dia sentado no mesmo rio, vi uma cabra morrer afogada tentando beber água, foi morta por um jacaré que acabou sendo devorado pelas piranha. Vi uma gaivota pegar um peixe de bem um metro de comprimento. Ainda por cima vi uma tartaruga dando um salto dentro d’água que mais parecia um coelho.

Falando em coelho, nem sabia que o danado sabia nadar, só que esse que eu vi lá no rio, foi comido por uma trairá. Já estava casando e pensando em ir embora, mais vi uma girafa dentro da água com apenas o pescoço de fora, resolvi esperar mais um pouco para ver o que mais seria capaz de acontecer. Foi então que vi um camelo bebendo água, bebeu tanta água que o rio baixou quase que a metade.

Ainda nesse mesmo dia, nesse mesmo rio, vi uma onda de dois metro de altura, e vi até um sapo arrastando um gato que até parecia o de minha avó. Vi ainda um peixe dando risada, uma lebre assoviando dentro d’água. Acredite se quiser, nesse dia eu nem pescando estava.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

OBS: Já pensaram se a criança acima estivesse pescando nesse dia? Ia dizer que pescou um candinheiro aceso. Kkkkkkkk. Vamos criar uma campanha pra não deichar ele pescar...


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Papai Noel malandro?


Quando tinha uns 6 anos, resolvi desmascarar de uma vez por todas o Papai Noel. Já sabia a muito tempo que ele não existia, mais minha mãe sempre colocava o presente na meia, com todo aquele “ritual” que vocês já estão cansados de saber. Revoltado, pois não gostava que me enganassem, resolvi desmascarar o malandrinho do Papai Noel.

Já muito tarde da noite, deitado em minha cama com os olhos fechado, respirava fundo e simulava que estava dormindo. Ouvi algum barulho que parecia vim do andar de baixo, certamente seria da arvore de natal. Desci em disparada para pegar a mamãe no flagra, e me dei de cara com um autentico Papai Noel.

Por algum tempo fiquei parado sem acreditar no que meus olhos estavam vendo, depois fui tomado pela razão e entendi tudo. Claro que plano infalível, minha mão havia mandando meu pai se vestir de Papai Noel. Grudei na barba branca, puchei até ficar cansado, mais só arranquei risadas do bom velhinho depois de uma careta de dor.

Estava perplexo, não poderia ser Papai Noel, afinal ele não existia. Ele falou alguma coisa, e depois jogou um pozinho branco, fino como areia. Depois foi saindo pela janela que já estava aberta. Percebi que estava ficando tonto, corri tentando juntar as ultimas forças que tinha no corpo para tentar ver ou falar alguma coisa, mais apenas capturei um corte no céu como uma estrela cadente. Cai... Acordei no outro dia deitado em minha cama, e até hoje não sei se sonhei ou se o Papai Noel realmente existe.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

terça-feira, 10 de maio de 2011

Que "coisa" é essa meu Deus?


Vi uma “coisa” um dias desses, que pegava um pedaço aqui, um outro ali, catava algum no chão e ingeria sem examinar, parecia uma maquina exterminadora de restos, que com muita rapidez não desperdiçava nem mesmo aquilo que aos meus olhos julgava imprestável para o consumo. Andavas ruas bairros e até cidades, parecia um carro por tamanha resistência em quilometragem rodada. Em nenhum momento demonstrava cansaço, com um saco nas costas selecionava aquilo que poderia ficar para o dia seguinte, ou objetos que poderia guardar sei lá onde.

As vezes ficava sentado em ruas movimentadas, o único momento em que estava sentado descansando, precisava utilizar a voz para fazer apelo por moedas ou qualquer outra coisa de valor. Pessoas passavam sem dar muita importância, alguns sequer olhavam, outros resolviam dar alguma coisa, e por mais que fosse pouco recebia agradecimentos e um grande sorriso como recompensa.

A noite a “coisa” não ia para lugar algum, ali mesmo arrumava alguma coisa para deitar, um papelão já era suficiente, parecia não ter amigos nem companheiros, talvez por opção. O sorriso no rosto era sempre possível notar, não era normal que a “A coisa” nunca ficasse mau humorada, principalmente por que as suas condições de vida não era das melhores. “A coisa” parecia realmente anormal, não era capaz de ser humano, consegui comprovar alguns dias depois que essas “coisa” é outra espécie, não é humana, deve ser extraterrestre.

Passando pelo bairro de Noronha em uma cidade desenvolvida, vi pessoas mau humoradas no trabalho, outros jogando alimentos de boa qualidade no lixo, alguns revoltados por ter um carro enquanto queria uma Ferrari, vi até um menino xingando a mãe por que queria um tênis Nike ao invés de Adidas. Foi então que concluir, “a coisa” é realmente outra espécie, afinal, não é possível sem dinheiro ser mais feliz do que outros com dinheiro em um mundo capitalista.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

domingo, 8 de maio de 2011

A discussão



Vi um certo dia um homem discutindo com outro, fiquei observando, não sabia qual seria o motivo da discussão, mais parecia ser algo muito serio, e chegava a chamar atenção de muita gente. Ambos brigões eram altos e fortes, um era fumante o outro parecia não ser. Com alguns minutos de observação consegui perceber que a discussão se tratava de um carrinho de cachorro quente. Incomodado com o lugar onde ficava o carrinho de cachorro quente, um dos brigões tirou satisfação com o outro, e por isso a discussão havia começado.

Horas e horas de discussões, pessoas se intrometiam, algumas apoiavam um lado, o restante apoiava o outro, formaram dois grupos, e parecia um debate de lados opostos expondo suas idéias. A discussão já não era entre dois, possuía dois grupos no meio da rua, vozes altas e gestos para todos os lados. De uma hora para outra a policia chega e separa todo mundo, cada um segue uma direção rapidamente, sem querer correr o risco de parar no xilindró. Mais adiante o incomodado pelo carrinho de cachorro quentes passa rente a uma fabrica de pneus, que possui uma enorme chaminé de onde exala quantidades exorbitantes de fumaça. Mais esse segue tranquilamente seu caminho, afinal, nada lê incomoda ou afeta nesse momento.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

O passeio de Severino


Seu Severino era um homem de seus 40 anos de idade, já tinha dois filhos em casa, um com 12 anos e outro com 14. morava em um bairro de classe media alta e possuía uma bonita casa e dois carros na garagem. Certo dia de folga do trabalho e bastante entediado, resolveu dar uma volta de carro por lugares desconhecidos por ele na cidade. Era morador daquele bairro a muitos anos mais sempre existem lugares da cidade que se pouco freqüenta.

Severino subiu morro dobrou esquinas, entrou em vielas, e com isso se afastou bastante de seu bairro e dos caminhos que estava acostumado a passar. Sempre curtindo o passeio e prestando bastante atenção, Severino reparou 2 meninos pinchando as paredes de uma casa, indignado e chegou a falar sozinho dentro do carro. Mais a frente meninos pediam esmola, outros limpavam pára-brisa de carros, e outros limpavam sapatos atrás de arrumar alguma moeda. Severino começa a ficar desconcertado diante de cenário do qual não estava acostumado a ver.

Já muito longe de casa, Severino continuava a ver coisas horríveis, crianças comendo restos de comida espalhados pela calçada, outras peladas sentadas no meio da rua, chegou a ver uma criança sentada no meio do lixo, e outra com uma garrafa de detergente na boca. Já horrorizado Severino volta para casa, no meio do caminho se interte com malabaristas e solta grandes gargalhadas no interior do carro. Ao chegar em casa, já ao meio dia, a mulher chama para o almoço, Severino estava “morto” de fome, comeu até não agüentar mais. Depois do almoço foi assistir o jornal, ia passar uma reportagem sobre a pobreza na áfrica, e depois do jornal descontrair e dar boas risadas com a novela das 20h.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

A lua e o sol


As historias e lendas dos índios são até hoje as mais fantásticas, alguns juram que são verdadeiras, outros dizem que é mentira. Eu apenas repasso o que escutei do meu velho bisavo, um índio que sabia de muita coisa verdadeira, e de muita lenda fantástica.

Há muito tempo, duas índias viviam sozinhas, a terra era escura, pois não havia luz ainda. Uma índia se chamava Lua a outra Maria. Ambas não possuíam maridos, mais em uma certa ocasião, Lua apareceu grávida, e ficou muito contente e contou isso para sua amiga. Tempos depois quando já com a barriga muito grande, Lua sentiu dores e percebeu que de sua barriga saia luz, muita luz, e esta porem era esvaziada. A luz subiu, subiu e parou no meio do céu, dando a origem ao sol.

Desesperada pela perca do filho, Lua ficou muito doente e mesmo com os cuidados de Maria acabou não suportando a tamanha tristeza e acabou morrendo no terceiro raiar do sol. Diz a lenda que naquela terceira noite, apareceu uma bola branca que acabou sendo nomeada por lua, pelos mais velhos habitantes da terra. Por tamanha crueldade com a lua e o sol, o destino resolveu sorrir para eles, surgindo assim o eclipse, onde a lua se encontra com o sol pelo menos para que se olhem e troquem gestos de carinho.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

Criança


Já fui uma criança, já corri descalço pelas ruas, já subi no muro do vizinho, já até roubei manga com os colegas. Já cai e feri os joelhos, chorei, mais levantei, continuei a brincar um pouco envergonhado, mais depois tudo voltava ao normal. Já rapei panelas, já comi com as mãos, já me lambuzei todo com picolé ou pirulito, já tomei banho de chuva, já tentei olhar para o sol e acabei com a cabeça doendo, já imaginei ser super herói ou personagem de filme, já empinei bicicleta achando que era do circo, já tentei fazer mágica e fui descoberto, já brinquei com terra até parecer o monstro do lago negro, já até vomitei por correr e pular depois de comer.

Hoje estou crescido, ainda jovem, mais algumas coisas não se pode mais fazer. Mais ainda nessa época que eu era criança, que fazia tudo isso, viajei para fazenda do meu avô. Gostava muito de me ver livre no meio da fazenda e poder fazer quase tudo que quisesse, já que em casa isso era bem restrito.

Muita das vezes essa liberdade me custava caro, e foi assim mais uma vez. Um certo dia de manha cedinho, sai com o cachorro (não tinha nome) e fui buscar um cavalo para dar algumas voltas. Amarrei o danado e pulei no seu lombo, mas o cavalo estranhou o cachorro e partiu em disparada. O problema e que estávamos no meio de uma catinga fechada, logo abaixo tinha uma ribanceira, e foi por la que o cavalo decidiu descer. Nada que eu fizesse mudava a idéia do maldito. Foi assim que acabei sendo arremessado do lombo do perverso, e minha perna acabou atingindo um pé de mandacaru.

Mais tarde em casa com a perna para cima no sofá e cheia de pomadas, depois de alguns minutos retirando espinhos, minha avó "cafangava" comigo me fazendo prometer que nunca mais mexeria com o cavalo. Fiquei uma semana sem conseguir correr direito, andava mancando e mal podia brincar, mais no final, tudo valeu a pena, em alguns dias eu estava inteiro e de volta, pronto para mais uma aventura, e o melhor de tudo isso, é que eu estava lá, eu vi tudo isso acontecer.


Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

A lâmpada


Um certo menino pobre, muito pobre, mal vestido, magro, visivelmente machucado e muito mau humorado, encontrou uma lâmpada, aquelas do gênio e coisa e tal. Sem muita esperança ele começa a esfregar, esfregar e esfregar, depois de algumas esfregadas ele percebe que havia sido vitima de uma grande idiotice. Triste ele parte para sua casa, deixando a lâmpada jogada no mesmo lugar onde havia encontrado.

Mais tarde e no mesmo local, um outro menino vem passando, este pobre também, porem mais animado, com um sorriso no rosto, e não é difícil perceber que esta de bom humor. Ao ver a lâmpada ele pega esfrega, esfrega por horas e nada acontece. Ao ver que havia sido vitima de um engano, ele resolve levar a lâmpada para ser ultilizada de outras formas. Chegando em casa ele presenteia sua mãe com a lâmpada, esta fica muito contente pois estava precisando de vasilhas, bules, panelas, tudo em sua cosinha era de grande importância.

Mais tarde naquele mesmo dia, porem todos já dormiam, a lâmpada começa a balançar, uma pequena claridade aparece no interior da lâmpada, algo de estranho esta acontecendo, de dentro sai um gênio extremamente gordo, jurando que vai emagrecer, pois esta custando horas para sair da lâmpada.

Moral: É aproveitando pequenas oportunidades que consseguimos as grandes.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

A confusão

Uma senhora de aproximadamente 78 anos passeia pelo zôo, chegando perto da jaula das hienas a senhora escuta o menino falar alguma coisa.

- O leão rugiu...

- O que o leão fugiu?

- Não minha senhora RUGIU

Mais já era tarde demais, a senhora sai em disparada tentando atingir o maximo de velocidade e ao passar pelas pessoas avisa que o leão tinha fugido, alguns levando a serio repassa o recado, e logo algumas pessoas já falam que o leão estava ali, jurando ter visto o bicho sentado, outros juram ter visto rancar a perna de uma criança. O pipoqueiro que já gostava da coisa, aproveita pra dizer que a jaula do danado esta toda despedaçada, agora poucos não levam mais a serio, a maioria agora corre de um lado para o outro do zôo, alguns até sem saber por que esta correndo.

- Socorro o leão quase me pega

Foi assim que disse um homem de quase 2m de altura.

- Acudam o leão ta vindo ai atrás

Já falava uma senhora.

- Corre o leão matou uma criança ali agora, foi horrível.

Aproveitou o menino.

No meio de toda confusão, celulares pelo chão, folhas de papel de mão jogados por todo lado, pipocas espalhadas, refrigerantes derramados, pessoas sujas e rasgadas... BAMG BAMG. Era o segurança que atirava para cima e gritava.

- Parem seus trouxas!!! O leão esta dormindo preso em sua jaula.


Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

sábado, 7 de maio de 2011

A lenda da ave sertaneja


Ouvi uma vez dizer que existe uma ave... Há mais isso você não vai acreditar, bom... Mesmo assim vou contar. Um certo jovem que morava em um sertão, muito humilde e feio, porem era muito inteligente, generoso, compreensivo e outras inúmeras qualidades, estava muito fraco e já esperando a morte, pois comia apenas mandacaru e palma a vários dias. Por conta da seca, o jurem que apesar de muito esperto já não conseguia mais formas de sobreviver naquela região, sem parentes e amigos, tentava sozinho se manter.

Certa noite fraco e mau se mantendo de pé, o jovem saiu no luar, a noite estava muito escura, nublada e ventava muito, o jovem mal podia ver alguma coisa. Andando sem rumo e sem saber o que estava fazendo o jovem encontrou um feiticeiro que lê ofereceu comida e abrigo, o jovem aceitou, mais ao amanhecer estava aprisionado, o feiticeiro arrancou seus olhos para usar em feitiços, e depois saltou no meio da catinga para que morresse.

Já no leito de morte o sertanejo levou suas mãos ao céu e pediu piedade para pelo menos evitar que outros sertanejos tivessem o mesmo destino. Diz a lenda que isso comoveu os deuses que o transformou em uma ave da catinga, essa ave é solitária de canto triste e não enxerga absolutamente nada, os velhos são capaz de dizer que essa ave é capaz de fazer chover na catinga com apenas alguns cantos, evitando a miséria que um dia lê deixou cego, ela vive de mandacarus e palmas e vive pelos sertanejos, fazendo justiça, punindo os culpados e ajudando os necessitados. A lenda conta ainda que em noites de lua, na catinga ela talvez por não enxergar, é capaz de atacar e matar qualquer um, tentando punir o feiticeiro. Por isso muito cuidado ao andar pela catinga a noite, muitos chamam essas noites de “A maldição da ave”.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior

Mãe!! Cadê Bolinha?

- Não vai matar meu porco mãe...

- Menino cala essa boca, o porco agente engorda é para matar mermo.

Mais Carlinhos não queria aceitar que matariam seu porquinho, aquele que tinha criado a tanto tempo, desde pequeno, quando ainda cabia em sua mão.

- Pai num deixa a mãe matar o Bolinha.

- Fi mais ele é um porco.

- Não ele é o Bolinha.

- Menino cala a boca se não tu vai apanhar, era só o que fartava defender um porco.

Marquinhos sai zangado, para o quintal, desesperado, descalço e com a roupa rasgada, tinha o Bolinha como seu melhor amigo, seu brinquedo, já que não tinha muita coisa para brincar, as lagrimas escorriam pelo rosto. O Bolinha já não estava mais por ali, talvez já estivesse até morto.

Marquinhos fica até a hora do almoço no quintal, naquele dia prefere não almoçar para não correr o risco de acabar comendo seu amigo... Mais tarde sai no quintal e vê Bolinha com mais 3 porquinhos, ele volta correndo para dentro da casa.

- Mãe Bolinha ta com 3 filhotes...

- É apareceu essa manha cedin com os fiote, estava prenha e agente nen percebeu.

- Então num vai matar ele... quer dizer ela?

- Não é bem assim menino, quando esse bicho crescer nois mata ele visse?

- hum...

Marquinhos sai correndo para aproveitar seus amigos, pelo menos por enquanto ele tem vários amigos, enquanto os filhotes estiverem pequeno a Blinha não morre. Um dia os filhotes vão crescer, e Bolinha estará novamente em perigo, mais ai caro leitor, isso ai? Isso é outra historia.

Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior