
Quando tinha uns 6 anos, resolvi desmascarar de uma vez por todas o Papai Noel. Já sabia a muito tempo que ele não existia, mais minha mãe sempre colocava o presente na meia, com todo aquele “ritual” que vocês já estão cansados de saber. Revoltado, pois não gostava que me enganassem, resolvi desmascarar o malandrinho do Papai Noel.
Já muito tarde da noite, deitado em minha cama com os olhos fechado, respirava fundo e simulava que estava dormindo. Ouvi algum barulho que parecia vim do andar de baixo, certamente seria da arvore de natal. Desci em disparada para pegar a mamãe no flagra, e me dei de cara com um autentico Papai Noel.
Por algum tempo fiquei parado sem acreditar no que meus olhos estavam vendo, depois fui tomado pela razão e entendi tudo. Claro que plano infalível, minha mão havia mandando meu pai se vestir de Papai Noel. Grudei na barba branca, puchei até ficar cansado, mais só arranquei risadas do bom velhinho depois de uma careta de dor.
Estava perplexo, não poderia ser Papai Noel, afinal ele não existia. Ele falou alguma coisa, e depois jogou um pozinho branco, fino como areia. Depois foi saindo pela janela que já estava aberta. Percebi que estava ficando tonto, corri tentando juntar as ultimas forças que tinha no corpo para tentar ver ou falar alguma coisa, mais apenas capturei um corte no céu como uma estrela cadente. Cai... Acordei no outro dia deitado em minha cama, e até hoje não sei se sonhei ou se o Papai Noel realmente existe.
Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior
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