domingo, 4 de setembro de 2011

Eitá sô... Cadê a chuva?


Mais cadê a danada da chuva margarida? Era assim que seu Esnorfio costumava falar logo cedinho quando levantava. Saia sempre na varanda da casa e olhava em direção da plantação que aclamava por água imediatamente. Apesar de cedinho o sol já batia forte, mais pelo costume isso dificilmente incomodava Esnorfio.

Depois de analisar delicadamente o céu nas primeiras horas do clarear do dia, seu Esnorfio sempre questionava com a mulher onde estava a danada da chuva. Era de costume decorar a data em que se chovia no sertão, mais esse ano o atraso era grande e seu Esnorfio parecia preocupado. Foi pra roça e passou o dia ronçando plantas daninhas, olhando de vez em quando para o céu, a procura de alguma nuvem que prometesse descarregar água sobre sua plantação.

Mais tarde em casa, ja a noite, seu Esnorfio se inclina na mesa para a ultima refeição do dia, como de costume, faz uma pequena oração com sua esposa e seus quatro filhos, e não se esquece de pedir a Deus a tão esperada chuva. Depois de mandar os filhos ir para a cama, seu Esnorfio da uma ultima saída na varanda, olha para o céu, o ar gelado, muito frio, a temperatura havia caido drasticamnte, fazia realmente um frio dos diabos. Muito experiente, Esnorfio percebe que não existe boas promessas de chuvas para o dia seguinte e entra em casa preocupado.

No outro dia cedinho, as mesmas cenas dos dias anteriores se repetem, porem é perceptível que Esnorfio parece mais triste e mais preocupado. O café da manha é reduzido pois precisa economizar, aquela quantia não duraria nem para mais dois dias. Já a noite, seu Esnorfio se recusa sair na varanda, vai deitar-se mais cedo, mais não consegue dormir.

Mais tarde naquela mesma noite, um barulho no telhado lhe chama atenção, o barulho começa aumentar pausadamente, interrompido por um barulho ensurdecedor que estronda e corta o silêncio da noite. Aquilo era um trovão, de um pulo Esnorfio sai da cama, toda a família acorda e aprecia a chuva que aumenta rapidamente formando um aguaceiro danado.

A chuva continua aumentando sem parar, as janelas já não suportam a quantidade de água que é escorrida pelas paredes e começa a jorrar água janela a dentro, o telhado também não suporta mais a grande quantidade de água, que brota por todos os lados. Algumas pedras de gelo pequenas começam a “voar” para dentro de casa. Uma chuva de pequenos granizos se forma e começa a quebrar partes do telhado. Desesperado pela tamanha surpresa, Esnorfio carrega sua família para debaixo da mesa, onde ficam por mais de 1h até a chuva acabar.

Passado a chuva, o silencio é cortado por cantos de sapos de todos os tipos, formando melodias diversificadas, com acompanhamentos de cantos de outras espécies. Todos saem na varanda para verificar o que realmente acontecera. Água para todos os lados, e não se via o chão facilmente em lugar nenhum. A chuva passará mais as enxurradas ainda desciam, no plano águas como um lago imenso. Lá na frente estava a plantação de Esnorfio completamente alagada, pouca coisa seria recuperada, mais Esnorfio da uma grande gargalhada que contagia toda a família, poderia plantar novamente, e agora teria bastante água no solo e nas redondezas.

Autor:Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior


Este conto é uma homenagem a todos os nordestinos que sofrem com a estiagem, e mesmo assim, é um povo guerreiro, que não se abate e está sempre pronto para a "batalha".

6 comentários:

Anônimo disse...

parabens

Junior Rodrigues disse...

Vlw, obrigado pelo comentário. Mas por favor, façam um esforço para comentar sem ser em anônimo, com uma conta google, ou do oukut, façam login e muito simples. Obrigado mais uma vez pelo comentário, colaboração e compreensão.

Gustavo Maximiano Alves disse...

Foi o seu primeiro conto que li... Pareceu-me bom, porém houve um grande problema que me deixou atordoado: os frequentes erros de ortografia.
Melhore nisso, e continue escrevendo.

Junior Rodrigues disse...

Concordo Gustavo, preciso melhorar com os erros de ortografia. Porem mais uma vez, venho a dizer que não estou tendo muito tempo para corrigi-los, estou fazendo um esforço para pelo menos postar e responder e-mails e comentários. Por esse motivo, quem achar algun erros, favor colocar nos comentários, facilitará o meu trabalho. Agradeço a todos pela colaboração e compreensão e obrigado pelos comentários.

Anônimo disse...

precisa ficar mais atento,aos erros meu caro
no mais otimas palavras.

Anônimo disse...

Escreva mais poemas,gosto de suas palavras.Não se ausente.

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