- Não vai matar meu porco mãe...
- Menino cala essa boca, o porco agente engorda é para matar mermo.
Mais Carlinhos não queria aceitar que matariam seu porquinho, aquele que tinha criado a tanto tempo, desde pequeno, quando ainda cabia em sua mão.
- Pai num deixa a mãe matar o Bolinha.
- Fi mais ele é um porco.
- Não ele é o Bolinha.
- Menino cala a boca se não tu vai apanhar, era só o que fartava defender um porco.
Marquinhos sai zangado, para o quintal, desesperado, descalço e com a roupa rasgada, tinha o Bolinha como seu melhor amigo, seu brinquedo, já que não tinha muita coisa para brincar, as lagrimas escorriam pelo rosto. O Bolinha já não estava mais por ali, talvez já estivesse até morto.
Marquinhos fica até a hora do almoço no quintal, naquele dia prefere não almoçar para não correr o risco de acabar comendo seu amigo... Mais tarde sai no quintal e vê Bolinha com mais 3 porquinhos, ele volta correndo para dentro da casa.
- Mãe Bolinha ta com 3 filhotes...
- É apareceu essa manha cedin com os fiote, estava prenha e agente nen percebeu.
- Então num vai matar ele... quer dizer ela?
- Não é bem assim menino, quando esse bicho crescer nois mata ele visse?
- hum...
Marquinhos sai correndo para aproveitar seus amigos, pelo menos por enquanto ele tem vários amigos, enquanto os filhotes estiverem pequeno a Blinha não morre. Um dia os filhotes vão crescer, e Bolinha estará novamente em perigo, mais ai caro leitor, isso ai? Isso é outra historia.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior
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