
Foi em um desses dias normais as 21:00h... Pra falar a verdade era normal até demais, por que a tal dor de barriga não escolhe dia diferente nem momento para atacar, e foi assim também com o seu Antonio. Como estava falando... Era um dia normal, em pleno supermercado, e o seu Antonio percebeu que precisava urgentemente de um banheiro, a barriga parecia falar, no rosto a fisionomia começava a sofrer mudanças. Rápido como uma bala, seu Antonio largou seu carrinho de compras e entrou no primeiro banheiro que encontrou.
UFFFFFFFF foi menos de 10 segundos para liberar tudo aquilo que lê incomodava, realmente fantástico, no rosto era fácil notar um largo sorriso que indicava tremenda satisfação, foi ai que seu Antonio tratou em terminar o serviço, olhou para o lado procurando papel, não tinha nada, alem disso era fácil notar a calça melada na lateral, ele sequer havia tido tempo de verificar se tinha ou não papel, não tinha tido tempo sequer de sentar no vaso direito, o que explicava a calça melada. Era o jeito se limpar com a cueca e depois joga-la fora, mais então seu Antonio parou para escutar 2 vozes feminina que entravam no banheiro.
O que duas mulheres faziam em um banheiro masculino? Um momento de curiosidade seguido de um espanto, será mesmo que era um banheiro feminino? Claro que não era, ele sequer tinha olhado isso quando entrou. Uma voz do lado de fora pede para que o banheiro seja desocupado, seu Antonio resolve ficar quieto e ignorar até que elas vá embora, porém com a demora uma das mulheres sugere para a outra que fique olhando enquanto ela vai buscar ajuda, já que parece que tem alguém passando mal dentro do banheiro, pelo silencio e demora do pobre Antonio...
Seu Antonio começa a gelar, ele esta sem cueca, com a calça melada e em um banheiro feminino, e... vozes do segurança, ameaçando derrubar a porta, levantando a cabeça para pedir ajuda divina, Antonio percebe uma entrada de ventilação no teto, escalando rapidamente e removendo a tampa, Antonio desaparece nos tubos de ventilação do supermercado.
Depois de horas circulando pelos tubos de ventilação que mais pareciam um labirinto, seu Antonio consegue chegar no estacionamento. Parece tudo em ordem, pelo menos dessa vez estava com sorte, não havia ninguém observando, correu a procura do seu carro, não devia estar longe, estava certo, o carro estava logo a sua frente, estava aberto o que facilitou sua entrada, outro suspiro UFFFFFFFFFF não lembrava de ter deixado o carro aberto, tentou ligar o carro, a chave não rodou, um enfeite pendurado no vidro dianteiro chamou sua atenção, seu carro não tinha aquilo, vozes chegando, rapidamente seu Antonio entendeu, estava no carro errado, girando o corpo, abriu a porta do passageiro e saiu pelo outro lado do carro, abaixado tentava evitar os supostos donos que nesse momento já abria a porta do motorista e a porta traseira.
Já cansado seu Antonio corre para o seu carro, desta vez trata de verificar se esse realmente é seu carro, só fica mais tranqüilo quando percebe que a chave ligou o danado, sem perder tempo dirige rumo a sua casa, na esperança de acabar seu sofrimento. Já na porta de sua casa, não consegue esconder a satisfação, não vê a hora de tomar um banho e deitar-se, o relógio já marca mais de 12h da noite, entrou em casa, UFFFFFF... Finalmente em casa, tomar um banho, se deitar e acabar com aquela noite maldita, afinal o que mais pode acontecer se já esta em casa? Dirigindo-se para o banheiro ele houve a voz da sua mulher, questionando por que havia demorado tanto no supermercado, pedindo explicações e ameaçando colocá-lo para dormir na rua.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior
1 comentários:
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