sábado, 7 de maio de 2011
O susto
Estou numa esquina de Copacabana, são duas horas da madrugada. Espero uma condução que me leve para casa, a porta de um "dancing" homens conversam, mulheres entram e saem, o porteiro espia sonolento. Outras sentam na calçada, fazendo a chamada vida fácil.
De repente a paisagem se perturba, pânico no rosto das mulheres, quem foge. Quem esta acontecendo? De um momento para o outro, não se vê mais uma saia pelas ruas e mesmo os homens se recolhem discretamente à sombra dos edifícios, no centro da rua apenas folhas secas são empurradas pelo vento da madrugada e o silencio é profundo e total.
Não consigo capturar nada apenas o medo me tomando conta pela repentina mudança de atitude do cenário, o vento continua soprando forte fazendo o único barulho, tornando tudo ainda mais tenebroso. Sinto meu coração batendo forte, os olhos fixados no centro da rua esperando ver algo assustador aparecer a qualquer momento, mais só consigo capturar um cenário vazio e silencioso que é quebrado constantemente pelo barulho do vento, e... O silencio e quebrado novamente, dessa vez não é o vento, um som agudo e pausado, algo diferente mais já ouvido antes, com um susto acordo e percebo que estou atrasado 5 minutos para o trabalho e o despertador não para de tocar.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior (O inicio desse conto 1º parágrafo é de Fernando Sabino, In Quadrante I)
De repente a paisagem se perturba, pânico no rosto das mulheres, quem foge. Quem esta acontecendo? De um momento para o outro, não se vê mais uma saia pelas ruas e mesmo os homens se recolhem discretamente à sombra dos edifícios, no centro da rua apenas folhas secas são empurradas pelo vento da madrugada e o silencio é profundo e total.
Não consigo capturar nada apenas o medo me tomando conta pela repentina mudança de atitude do cenário, o vento continua soprando forte fazendo o único barulho, tornando tudo ainda mais tenebroso. Sinto meu coração batendo forte, os olhos fixados no centro da rua esperando ver algo assustador aparecer a qualquer momento, mais só consigo capturar um cenário vazio e silencioso que é quebrado constantemente pelo barulho do vento, e... O silencio e quebrado novamente, dessa vez não é o vento, um som agudo e pausado, algo diferente mais já ouvido antes, com um susto acordo e percebo que estou atrasado 5 minutos para o trabalho e o despertador não para de tocar.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior (O inicio desse conto 1º parágrafo é de Fernando Sabino, In Quadrante I)
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