
Seu Severino era um homem de seus 40 anos de idade, já tinha dois filhos em casa, um com 12 anos e outro com 14. morava em um bairro de classe media alta e possuía uma bonita casa e dois carros na garagem. Certo dia de folga do trabalho e bastante entediado, resolveu dar uma volta de carro por lugares desconhecidos por ele na cidade. Era morador daquele bairro a muitos anos mais sempre existem lugares da cidade que se pouco freqüenta.
Severino subiu morro dobrou esquinas, entrou em vielas, e com isso se afastou bastante de seu bairro e dos caminhos que estava acostumado a passar. Sempre curtindo o passeio e prestando bastante atenção, Severino reparou 2 meninos pinchando as paredes de uma casa, indignado e chegou a falar sozinho dentro do carro. Mais a frente meninos pediam esmola, outros limpavam pára-brisa de carros, e outros limpavam sapatos atrás de arrumar alguma moeda. Severino começa a ficar desconcertado diante de cenário do qual não estava acostumado a ver.
Já muito longe de casa, Severino continuava a ver coisas horríveis, crianças comendo restos de comida espalhados pela calçada, outras peladas sentadas no meio da rua, chegou a ver uma criança sentada no meio do lixo, e outra com uma garrafa de detergente na boca. Já horrorizado Severino volta para casa, no meio do caminho se interte com malabaristas e solta grandes gargalhadas no interior do carro. Ao chegar em casa, já ao meio dia, a mulher chama para o almoço, Severino estava “morto” de fome, comeu até não agüentar mais. Depois do almoço foi assistir o jornal, ia passar uma reportagem sobre a pobreza na áfrica, e depois do jornal descontrair e dar boas risadas com a novela das 20h.
Autor: Edmilson Rodrigues da Rocha Júnior
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